quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fotos do Arraial de Canudos - Antonio Conselheiro

Canudos destruída


Vaqueiros de Canudos



Antonio Conselheiro morto e decapitado pelo exército brasileiro.
Ilustração de Caudos


O Navio Satélite - Desterrados após a Revolta da Chibata

A Amazônia da década de 1900 poderia muito bem se enquadrar nos desenhos dos antigos mapas de navegação, que ilustravam com monstros tenebrosos as regiões desconhecidas. Era um lugar inóspito, com doenças e perigos pouco conhecidos do resto do país. No entanto, alguns desbravadores estavam por lá, apoiados em mão-de-obra barata, quase escrava, para explorar a floresta. Os grupos se dividiam entre ricos donos de seringais e desbravadores ligados ao governo, que queriam promover o desenvolvimento no território com iniciativas como a construção de linhas telegráficas na região, orquestrada pelo coronel Rondon, e a lendária estrada de ferro Madeira Mamoré. E era para essas obras de grande porte, no meio da selva amazônica, que seguiam muitos dos cidadãos indesejados do novo regime, detidos na Capital da Nação. Os acontecimentos de dezembro de 1910 anteciparam o despejo de mais um lote desses desterrados na região.
Embora não tivesse decretado o Estado de Sítio, o governo havia lotado as prisões cariocas, e se livrar daquelas pessoas tornou-se uma necessidade para as autoridades. Assim como acontecera antes, com os participantes da Revolta da Vacina, em 1904, o destino estava definido. Iriam trabalhar na extração da borracha e nas obras de infra-estrutura da Amazônia.
Era noite de 24 de dezembro quando o navio Satélite partiu secretamente do Rio de Janeiro, levando 441 pessoas. No relatório do comandante do navio, constam 105 ex-marinheiros e rebeldes do Batalhão Naval, 44 mulheres e 292 vagabundos, isso, conforme o documento oficial. O nome de João Cândido chegou a ser incluído na lista do Satélite, mas foi retirado. Se fuzilado e jogado no mar, como foram dez de seus companheiros de revolta, segundo o diário de bordo do Satélite, poderia ter virado um mártir.
Alguns marujos tinham uma cruz na frente do nome. Partiram do Rio, mas nunca chegaram à Amazônia, foram fuzilados durante o trajeto de mais de 30 dias. Em alto mar, as contas da Revolta da Chibata foram acertadas. Marinheiros pagaram com suas vidas. Enfurnados no porão da embarcação, os que resistiram concluíram o acerto em solo amazônico, com temperatura de mais de 40 graus, sem recursos nem ajuda médica, sem guias ou orientação para a sobrevivência.
A chegada na Amazônia chocou quem viu de perto a situação dos desterrados. Numa carta ao então senador Rui Barbosa, Booz Belfort de Oliveira, integrante da comissão do coronel Rondon, contou o que viu. O relato foi publicado no livro de Edmar Morel. “(...) os desgraçados foram guindados, como qualquer coisa, menos corpos humanos, e lançados ao barranco do rio. Eram fisionomias esguedelhadas, mortas de fome, esqueléticas e nuas, como lêmures das antigas senzalas brasileiras. As roupas esfarrapadas deixavam ver todo o corpo. As mulheres, então, estavam reduzidas às camisas”.
De acordo com os relatos de Oliveira, despejados na Amazônia, homens e mulheres do Satélite foram leiloados como num leilão de gado, em lotes. Os seringueiros olhavam e tentavam encontrar na exposição dos corpos quase nus algum sinal de que o dono daquele corpo lhes pudesse ser útil no seringal. Os que sobraram foram entregues à Comissão Rondon. Mesmo acostumados a servir, muitos ex-marinheiros se rebelaram contra as condições de trabalho na floresta. Foram fuzilados na frente de toda a comissão para que servissem de exemplo. E Oliveira completa, concluindo o destino dos que embarcaram no Satélite: “(...) e desta maneira os outros todos foram dizimados ou pelas balas ou pela malária”. Desapareceram em meio à floresta.

É verdade que o Brasil comprou o Acre por um cavalo?


Não. A versão mais aceita é a de que o Brasil deu terras, prometeu construir uma estrada e pagou uma grana à Bolívia pelo Acre. O cavalo - na verdade, dois cavalos - teria sido um presentinho extra dos brasileiros aos bolivianos. Mesmo assim, nem todo mundo concorda que houvesse algum eqüino envolvido na troca. A história do cavalo, mencionada pelo presidente boliviano Evo Morales durante a recente crise do petróleo na Bolívia, não tem muito fundamento histórico. Segundo o Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903, o Brasil recebeu a posse definitiva do território do Acre, cedido pela Bolívia, em troca de áreas no Mato Grosso, mais o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e o compromisso de construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré. "Apesar de alguns historiadores fazerem referência à doação, por parte do Brasil, de dois cavalos brancos como símbolo da amizade entre os dois povos, não consta do Tratado de Petrópolis qualquer referência ao fato levantado por Evo Morales", afirma o historiador Oscar Medeiros Filho, da Universidade de São Paulo. O Acre, aliás, sempre foi na prática um território mais brasileiro que boliviano. Desde meados do século 19, migrantes brasileiros, vindos principalmente dos estados do Nordeste, ocupavam a área, oficialmente sob controle boliviano, trabalhando na extração da borracha. No final daquele século, a Bolívia tentou implantar um sistema que lhe permitisse a manutenção daquele território, mas eram muitas as suas dificuldades, pois o Estado boliviano não tinha presença efetiva na região. Os bolivianos decidiram, então, arrendar a área a uma companhia de capital estrangeiro, a Bolivian Syndicate, um conglomerado anglo-americano. Mas a medida não foi aceita pelos seringueiros brasileiros. O acirramento das tensões levou a revoltas e combates, culminando com a tentativa dos brasileiros de tornar o Acre um estado independente. O conflito terminou de forma amigável, com a assinatura do Tratado de Petrópolis entre os governos do Brasil e da Bolívia. :-’

CONSULTORIA: VIRGÍLIO ARRAES, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

A compra do Acre pelo Brasil

Barao do Rio Branco x Compra do Acre

Como Presidente da Bolivia comentou sobre a Maneira que o Brasil comprou o Estado do Acre, mosto aqui o que foi o Tratado de Petrópolis, provavelmente o
Presidente Boliviano nem deve saber o que e Petrópolis...

O Tratado de permuta de Territórios e outras Compensações, mais conhecido como Tratado de Petrópolis foi o documento que resolveu a Questão Acreana entre o Brasil e a Bolívia. O tratado foi assinado pelos brasileiros Barão do Rio Branco e Joaquim Francisco de Assis Brasil, e pelos bolivianos Fernando E. Guachalla e Cláudio Pinilla na cidade de Petrópolis em 17 de novembro de 1903.


Antecedentes
A região que corresponde ao atual estado brasileiro do Acre era uma possessão da América espanhola, de acordo com o Tratados Hispano-Portugueses de 1750 (Tratado de Madrid), 1777 (Santo-Ildefonso) e 1801 (Badajoz). Havia naquela região uma busca intensa por látex, que fez gerar conflitos fronteiriços. Os seringueiros do Brasil subiram os rios Purus e Acre e ocuparam os afluentes desses rios, estimulando assim o povoamento desta região.

Com a Comissão Demarcadora de Limites, ocorrida em 1898, e após as independências da América Latina, o Brasil reconheceu aquela zona como boliviana através do tratado de limites. No entanto, a região é de difícil acesso, e não houve efetiva ocupação boliviana.

O tratado determinava que a fronteira entre Brasil e Bolívia seria definida por uma linha reta entre a foz do rio Abunã no rio Madeira e a nascente do rio Javari, ainda desconhecida. Portanto, a fronteira estava determinada, mas não era definitiva. Algumas missões encarregadas de determinar a nascente do Javari não tiveram sucesso, enquanto a ocupação daquela parte do território boliviano por seringueiros brasileiros (em sua maioria, nordestinos fugindo da seca) era um fato.

Os pontos mais importantes do tratado
O tratado estabeleceu definitvamente as fronteiras entre o Brasil e a Bolívia, compensando a anexação do Acre por meio da cessão de pequenos territórios próximos à foz do rio Abunã (numa região próxima ao Acre) e na bacia do rio Paraguai, do pagamento da quantia de 2.000.000 de libras esterlinas, o correspondente a, atualmente, 630.000.000 de reais.

Como a Bolívia ficou, após guerra com o Chile, sem saída para o mar, dois artigos do Tratado de Petrópolis obrigaram a Brasil e Bolívia a estabelecer um Tratado de Comércio e Navegação que permitisse a Bolívia usar os rios brasileiros para alcançar o oceano Atlântico. Além disso, a Bolívia poderia estabelecer alfândegas em Belém, Manaus, Corumbá e outros pontos da fronteira entre os dois países, assim como o Brasil poderia estabelecer aduanas na fronteira com a Bolívia.

O Brasil foi obrigado, ainda, a construir uma ferrovia "desde o porto de Santo Antônio, no rio Madeira, até Guajará-Mirim, no Mamoré", com um ramal que chegasse em território boliviano. Era a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Por fim, o Brasil se obrigava a demarcar a nova fronteira com o Peru. A limitação para a ferrovia foi realizada em 1905, as obras iniciadas em 1907 e concluídas em 1912.

Além disso o governo brasileiro deu dois cavalos brancos como presente ao presidente da Bolívia.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Movimentos Sociais no Brasil República

Movimentos sociais no Brasil - Período Republicano
Uma perspectiva ampla é necessária para abordar os movimentos sociais brasileiros, de vez que suas características são muito variáveis. Algumas rebeliões ficaram somente da fase conspiratória. Em alguns casos, foi mínimo, quase insignificante, o grau de participação das classes populares. Em outros, não houve razões de ordem política ou econômica para o movimento, que foi impulsionado somente por razões religiosas. Eis os principais movimentos sociais durante a República:
1) Revolta da Armada
·  movimento contra o presidente Floriano Peixoto.
·  irrompeu no Rio de Janeiro, em 6 de setembro de 1893.
·  praticamente toda a marinha se tornou antiflorianista.
·  principal combate ocorreu na Ponta da Armação, em Niterói, a 9 de fevereiro de 1894. - governo conseguiu a vitória graças a uma nova esquadra, adquirida e aparelhada no exterior.
·  parte dos revoltosos se rendeu a 13 de março.
·  outros 400 revoltosos se refugiaram em dois barcos de guerra portugueses e rumaram para o Uruguai.
2) Revolução Federalista
·  iniciada em fevereiro de 1893, no Rio Grande do Sul.
·  batalhas ocorreram em terra e mar, chegando até o Paraná.
·  remanescentes da Revolta da Armada, que haviam desembarcado no Uruguai, uniram-se aos maragatos (antiflorianistas), que lutavam contra os pica-paus (governistas).
·  ao final, os maragatos foram derrotados pelo exército governista.
3) Guerra de Canudos
·  avaliações políticas erradas, pobreza e religiosidade deram início à guerra contra os habitantes do arraial de Canudos, no interior da Bahia, onde viviam, em 1896, cerca de 20 mil pessoas sob o comando do beato Antonio Conselheiro.
·  mal-entendido sobre a venda de madeiras serviu como estopim.
·  de novembro de 1896 à derrota em outubro de 1897, o arraial resistiu às investidas das tropas federais (quatro expedições militares).
·  a guerra resultou em cerca de 25 mil mortos.
4) Revolta da Vacina
·  novembro de 1904, Rio de Janeiro.
·  milhares de habitantes tomaram as ruas em violentos conflitos com a polícia, revoltados pelo fato de terem de se submeter à vacinação.
·  forças governistas prenderam quase mil pessoas e deportaram para o Acre metade delas.
5) Revolta da Chibata (ou Revolta dos Marinheiros)
·  de 22 para 23 de novembro de 1910 os marinheiros se revoltaram, exigindo novas relações dentro da Armada (eliminação do castigo da chibata) e reconhecimento de pobres e negros como cidadãos livres e dotados de direitos.
·  apesar de anistiados pelo governo, a 9 de dezembro uma nova sublevação naval ocorreu, agora na ilha das Cobras.
·  governo decretou estado de sítio e reprimiu o levante.
6) Revolta de Juazeiro
·  1914, em Juazeiro do Norte, interior do estado do Ceará.
·  sob a liderança do padre Cícero Romão Batista e acreditando cumprir uma ordem divina, os sertanejos pegaram em armas para derrubar do poder o novo interventor do estado.
·  o governo cedeu, devolvendo o poder ao grupo político que antes controlava o Ceará.
7) Guerra do Contestado
·  entre 1912 e 1916, na região dos estados do Paraná e Santa Catarina.
·  semelhante a Canudos, conflito envolveu messianismo, pobreza e insensibilidade política.
·  construção da estrada de ferro ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul levou à região alguns dos elementos que provocaram a eclosão da guerra.
·  forças policiais e do exército alcançaram a vitória, deixando milhares de mortos.
8) Movimento Tenentista
·  levantes militares nas três primeiras décadas do século 20.
·  primeiro no Rio de Janeiro, em 1922, depois em São Paulo, em 1924.
·  tenentes se revoltaram contra o comando político das oligarquias, exigindo profundas reformas republicanas.
·  derrotados pelas forças oficiais, parte do grupo formou a Coluna Prestes, que percorreu o país até 1927.
·  tenentes também teriam grande participação na Revolução de 1930, movimento desencadeado por parcela da elite política brasileira, descontente com a constante troca de poder entre São Paulo e Minas Gerais. Em 1930, um golpe de Estado levou ao poder Getúlio Vargas.
9) Revolução Constitucionalista
·  dois anos depois da Revolução de 30, a 9 de julho de 1932, o Estado de São Paulo se rebelou contra a ditadura Vargas.
·  embora o movimento tenha nascido de reivindicações da elite paulista, teve ampla participação popular.
·  apesar da derrota - São Paulo lutou isolado contra as demais unidades da federação -, a resistência foi um marco nas lutas em favor da democracia no Brasil.
10) Revolução de 1964
·  a 31 de março de 1964.
·  vitória foi alcançada em um só dia, depondo o presidente João Goulart.
·  movimento teve motivações políticas e militares, que lhe trouxeram apoio não somente das classes conservadoras, mas também de amplos setores das classes médias.
·  crescente influência política de lideranças sindicais esquerdistas levou poderosas forças sociais à organização do movimento, com grande participação feminina (as "marchas da família com Deus pela liberdade").
·  sublevação militar partiu de Minas Gerais. No dia 1º de abril, Goulart abandonou o poder, ordenou a cessação de toda e qualquer resistência e partiu para o exílio no Uruguai.

Resumo sobre a República Oligárquica

1. Conceito
* República Oligárquica é o termo utilizado para denominar o período entre 1894 e 1930, em que o Brasil foi governado por grupos ligados ao café.
* O termo “Oligárquica” significa que o poder estava concentrado num grupo pequeno, uma elite. Neste caso, a elite cafeeira.
* Este período, juntamente com a República da Espada, faz parte da República Velha.

2. Os donos do poder I
* Com o fim do governo dos militares, em 1894, o Brasil passou a ter presidentes vinculados a grupos cafeeiros.
* Neste período, a maioria dos presidentes eleitos ou eram de São Paulo, que produzia o café, ou Minas Gerais, que produzia leite.
* Por este motivo, o revezamento de presidentes escolhidos entre São Paulo e Minas Gerais, ficou conhecido como Política do Café-com-Leite .
* Os presidentes, durante este período, foram: Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau Brás, Delfim Moreira, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes, Washington Luís, Júlio Prestes.

3. Os donos do poder II
* A Política do Café-com-leite está relacionada com uma troca de favores políticos entre o governo federal e o estadual, denominada Política dos Governadores.
* Em algumas cidades do interior, em especial no Nordeste, vigorava a prática do Coronelismo.
Coronel era o nome que se dava a alguém que, por seu poder, influenciava na política local.
* Sendo o voto aberto, ou seja, não-secreto, e através da violência ou suborno, os coronéis geralmente conseguiam eleger os políticos de sua preferência.
* Este ato é denominado “ voto de cabresto ”, pois ia de acordo com a vontade dos coronéis.
4. Movimentos sociais
* A República Oligárquica foi um período turbulento. Várias revoltadas sacudiram o país.
* No geral, estas revoltas mostravam insatisfação diante de um sistema de governo que alterava muito pouco as condições de vida da população.
* Entre as principais estão: Guerra de Canudos, Guerra do Contestado, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Cangaço e Tenentismo.

5. Guerra de Canudos
* A Guerra de Canudos ocorreu entre 1896 e 1897, na Bahia.
* O arraial de Canudos foi criado sob a liderança de Antônio Conselheiro, e agregava famílias pobres do sertão baiano.
* O movimento tinha caráter coletivista, messiânico e monarquista. Conselheiro atribuía à República os males que sofria a população brasileira.
* Considerando Canudos uma ameaça, os governos (federal e estadual) mandaram o exército para destruir o arraial. Porém, foram necessárias quatro expedições para vencer os sertanejos.

6. Guerra do Contestado
* A Guerra do Contestado ocorreu entre 1912 e 1916, numa região entre Paraná e Santa Catarina.
* Grupos de camponeses desta região se revoltaram com a concentração de terras, e com problemas ligados a construção de uma estrada de ferro. Esta estrada de ferro acabou desalojando parte da população local, além de gerar desemprego e monopólio da madeira.
* Neste cenário, José Maria conseguiu reunir várias pessoas, pregando o coletivismo e despertando o descontentamento dos líderes locais e do governo. Em certos aspectos, suas idéias foram semelhantes à de Antônio Conselheiro, em Canudos.
* Foram mais de três anos de luta entre tropas do governo e os camponeses, até a vitória do exército. Esta guerra é considerada a primeira a utilizar aviões.

7. Revolta da Vacina
* A Revolta da Vacina ocorreu em 1904, no Rio de Janeiro.
* Os motivos da revolta estão ligados à higiene precária no Rio de Janeiro, que facilitava a proliferação de doenças.
* Diante deste quadro, o médico Oswaldo Cruz assumiu o compromisso de acabar com a febre amarela e a varíola, decretando vacina obrigatória.
* O povo não aceitava ser vacinado a força, e se revoltou, transformando a então capital federal em um campo de batalha.
* A revolta também expressava a insatisfação da população devido ao desemprego, fome e a demolição de cortiços do centro da cidade, em nome da modernização.

8. Revolta da Chibata
* A Revolta da Chibata ocorreu em 1910, no Rio de Janeiro.
* Os motivos estão ligados aos castigos físicos a que eram submetidos alguns marinheiros, através de chibatadas.
* Diante do abuso nos castigos corporais, alguns marinheiros se revoltaram, liderados por João Cândido, conhecido como Almirante Negro.
* O então presidente Hermes da Fonseca prometeu, em troca do fim da revolta, o fim das chibatadas, e perdão aos marinheiros que se revoltaram.
* Porém, boa parte das promessas não foram cumpridas. Muitos marinheiros foram presos, entre eles João Cândido.

9. Cangaço
* O Cangaço ocorreu entre 1870 e 1940, no sertão nordestino.
* Originalmente, os cangaceiros estavam ligados aos interesses de um coronel.
* Porém, com o aumento da miséria no sertão, grupos de cangaceiros passaram a atuar de forma independente.
* Os cangaceiros eram considerados fora-da-lei e saqueadores, por uns, e justiceiros por outros. Alguns grupos do cangaço distribuíam mantimentos roubados a famílias pobres.
* Um dos grupos de cangaceiros mais famosos, foi liderado por Virgulino Ferreira, mais conhecido como Lampião.

10. Tenentismo
* O Tenentismo ocorreu entre 1922 e 1927, em diferentes localidades.
* Tinham, em comum, o descontentamento com o governo. De certa forma, tiveram influência no fim do poder nas mãos dos cafeicultores.
* A primeira revolta dos tenentes ocorreu em 1922, no Rio de Janeiro, e ficou conhecido como os “Dezoito do Forte”.
* A segunda revolta ocorreu em 1924, em São Paulo, liderados pelo general Isidoro Dias.
* A terceira revolta ocorreu de 1924 a 1927, e ficou conhecida como Coluna Prestes. Os revoltosos, liderados por Luís Carlos Prestes, percorreram mais de 10 estados brasileiros, incitando o povo contra o governo