quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Exercícios resolvidos sobre Crise de 1929 e Totalitarismo


Questões:

01. (FUVEST) O período entre as duas guerras mundiais (1919 - 1939) foi marcado por:

a) crise do capitalismo, do liberalismo e da democracia e polarização ideológica entre fascismo e comunismo;

b) sucesso do capitalismo, do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre fascismo e comunismo;

c) estagnação das economias socialistas e capitalistas e aliança entre os EUA e a URSS para deter o avanço fascista da Europa;

d) prosperidade das economias capitalistas e socialistas e aparecimento da Guerra fria entre os EUA e a URSS;

e) coexistência pacífica entre os blocos americano e soviético e surgimento do capitalismo monopolista.


02. (UNITAU) O nazismo e o fascismo surgiram:

a) do desenvolvimento de partidos nacionalistas, com pregações em favor de um Executivo forte, totalitário,
com o objetivo de solucionar crises generalizadas diante da desorganização surgida após a Primeira Guerra;

b) da esperança de conseguir estabilidade com a união das "doutrinas liberais" de tendências individualistas;

c) com a instituição do parlamentarismo na Itália e na Alemanha, agregando partidos populares;

d) com o enfraquecimento da alta burguesia e o apoio do governo às camadas lideradas pelos sindicatos
socialistas;

e) do coletivismo pregado pelos marxistas.


03. (FUVEST) Em seu famoso painel Guernica, Picasso registrou a trágica destruição dessa cidade basca por:

a) ataques de tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial;
b) republicanos espanhóis apoiados pela União Soviética durante a Guerra Civil;
c) forças do Exército Francês durante a Primeira Guerra Mundial;
d) tropas do governo espanhol para sufocar a revolta dos separatistas bascos;
e) bombardeio da aviação alemã em apoio ao general Franco contra os republicanos.


04. (FUVEST) "Mas um socialismo liberado do elemento democrático e cosmopolita cai como uma luva para
o nacionalismo." Esta frase de Charles Maurras, dirigente da Action Française, permite aproximar pensamento da ideologia:

a) fascista
b) liberal
c) socialista
d) comunista
e) democrática


05. (UFES) A Guerra Civil Espanhola (1936 - 1939), em que mais de 1 milhão de pessoas perdeu a vida, terminou com a derrota dos republicanos e com a subida ao poder do general Francisco Franco. O Estado Espanhol, após a vitória de Franco, caracterizou-se como:

a) democrático com tendências capitalistas;
b) democrático com tendências socialistas;
c) populista de esquerda;   
d) totalitário de direita;
e) totalitário de esquerda.


06. (FGV) Entre as duas Guerras Mundiais (1919 - 1939), ocorreram alguns fatos históricos relevantes. Merecem destaque a:

a) ascensão da República de Weimar, a eclosão da Guerra da Coréia e a proclamação da república do Egito;

b) quebra da Bolsa de Nova Yorque, a proclamação da República Popular da China e a criação do estado de
Israel;

c) deflagração da guerra entre Grécia e Turquia, a eleição  de presidentes socialistas na França e em Portugal e a constituição do Pacto de Varsóvia;

d) ascensão do nazismo na Alemanha, o início da Nova Política Econômica na Rússia e a deflagração da
Guerra Civil na Espanha;

e) ascensão do fascismo italiano, a criação do Mercado Comum Europeu e a invasão do Afeganistão pela
União Soviética.


07. (FUVEST) A ascensão de Hitler ao poder, no início dos anos trinta, ocorreu:

a) pelas mãos do Exército Alemão, que quis desforrar-se das humilhações impostas pelo Tratado de Versalhes;
b) através de uma  ação golpista, cuja ponta de lança foram as forças paramilitares do Partido Nazista;
c) em conseqüência de uma aliança entre os nazistas e os comunistas;
d) a partir de sua convocação pelo presidente Hindenburg para chefiar uma coalizão governamental;
e) através de uma mobilização semelhante à que ocorreu na Itália, com a marcha de Mussolini sobre Roma.


08. 1. "Ao contrário das velhas organizações que vivem fora do Estado, os nossos sindicatos fazem parte
do Estado." (Mussolini)

      2. "Defender os produtores significa combater os parasitas. Os parasitas do sangue, em primeiro
lugar os socialistas, e os parasitas do trabalho, que podem ser burgueses ou socialistas."  (Mussolini)

      3. "Mesmo neste momento, tenho a sublime esperança de que um dia chegará a hora em que essas
tropas desordenadas se transformarão em batalhões, os batalhões em regimentos e os regimentos em divisões." (Hitler)

      4. "Aqueles que governam devem saber que têm o direito de governar porque pertencem a uma raça
superior." (Hitler)

Nas citações acima, encontramos algumas das principais características do nazismo e do fascismo. Identifique-as, ordenadamente, nas alternativas abaixo:

a) Expansionismo, nacionalismo, romantismo, idealismo.
b) Corporativismo, anticomunismo, militarismo, racismo.
c) Totalitarismo, socialismo, esquadrismo, anti-semitismo.
d) Liberalismo, comunismo, antimilitarismo, corporativismo.
e) Pacifismo, não-intervencionsimo, industrialismo, anti-semitismo.


09. Por mais de um século, a Espanha estivera dividida entre grupos hostis de reacionários, monarquistas e
religiosos de um lado, e liberais burgueses, anticlericais e socialistas do outro. Em 1931, uma revolução instalou a República e foram promulgadas severas leis contra o Exército, os latifundiários e a Igreja. Em julho de 1936, no entanto, irrompeu a contra-revolução, levando a uma guerra civil que se prolongou por cerca de três anos e que teve como principal conseqüência:

a) a vitória das forças democráticas e da monarquia parlamentar sob o comando do rei Juan Carlos;
b) a ascensão do socialismo, que vigorou até meados da década de 70;
c) a implantação do franquismo, com o apoio da Itália e da Alemanha;
d) o triunfo das forças populares, que levou à união nacional e pôs fim às rivalidades entre os habitantes do país;
e) o enfraquecimento da Espanha e sua submissão à França e Inglaterra.


10.
"Quando a crise estourou, o governo do presidente Hoover, do Partido Republicano, adotou uma
atitude passiva, de acordo com o sistema liberal dominante nos Estados Unidos. Mas os anos
passaram e a crise permaneceu. Viu-se então que os empresários americanos e o governo
republicano que os representava não seriam capazes de solucioná-la. Nas eleições presidenciais, os
republicanos apresentaram a candidatura de Herbert Hoover à reeleição, mas ele foi derrotado pelo
candidato dos democratas."

O candidato vencedor foi:

a) John Kennedy
b) George Washington
c) Woodrow Wilson
d) Fraklin Roosevelt
e) Harry Truman


Resolução:
01. A02. A03. E04. A
05. D06. D07. D08. B
09. C10. D  

Exercícios sobre Período entre guerras/ com respostas prontas.

Exercícios - Período entre Guerras
1- (UFRJ 2005) "Tomei consciência pela primeira vez do problema do desemprego em 1928 [...] Lembro-me do choque, do espanto que senti quando pela primeira vez me misturei com vagabundos e mendigos, ao descobrir que uma boa parte, talvez uma quarta parte dessa gente [...] eram mineiros e colhedores de algodão, jovens e honestos, contemplando seu destino com aquele assombro estúpido de uma animal que caiu numa armadilha. Simplesmente não conseguiam entender que acontecia com eles.Tinham sido criados para trabalhar, e - vejam! - era como se nunca mais fossem ter a oportunidade de voltar ao trabalho. Nessas circunstâncias, era inevitável, no início, que fossem perseguidos por um sentimento de degradação pessoal. Tal era a atitude para com o desemprego naquele tempo: era um desastre que acontecia a você como indivíduo e a culpa era sempre sua."
Fonte: Orwell, George. "O Caminho para Wigan Pier", in: "História do século XX". São Paulo, Abril Cultural, 1974, vol. 6, p. 1351.
O relato do escritor George Orwell nos dá conta do ambiente de crise em que viveu a sociedade norte-americana no final da década de 20, especialmente a partir de 1929.
a) Comente um problema que a economia norte-americana enfrentou ao longo da década de 1920 e que colaborou para a crise de 1929.
R: A recuperação da economia européia no pós-guerra diminuiu a compra de bens industriais norte-americanos, o que reduzia a capacidade de exportação dos EUA; os lucros foram reduzidos, o que levou os empresários a especular com as ações de suas empresas, provocando a desconfiança dos investidores.

b) Identifique duas medidas do New Deal, programa adotado pelo governo Roosevelt, que procuravam atenuar os efeitos da crise para os trabalhadores.
R: Construção de obras públicas, gerando emprego; redução da jornada de trabalho; controle da produção visando a manutenção dos preços dos produtos básicos; fixação de um salário mínimo; ampliação do sistema de previdência social.
2- (UFRRJ 2007) Leia o texto e responda ao que se pede:
"Eu espero, mas as horas passam devagar. Eu estou na fila da sopa. Atrás de mim e na minha frente existem homens. Centenas de homens. Eu estou imprensado no meio da fila. Eu já estou aqui há duas horas. Já é noite e faltam dois minutos para que eles comecem a servir. O vento sopra nas esquinas e me corta como uma faca. Eu estou aqui há duas horas apenas. Alguns desses caras estão aqui há quatro. Do outro lado da rua as pessoas ficam olhando pra nós. Nós somos um bom show para elas. Uma fila da sopa que se estende por dois quarteirões é algo que se deve ver."
 (Kromer, Tom. "Waiting for Nothing". In Salzman, Jack. "Years of Protest: A Collection of American Writings of the 1930's". New York: The Bobbs-Merrill Company, Inc. Publishers, 1970, p. 45.)
a) O texto anterior foi escrito em uma conjuntura marcada pela chamada "Crise de 29", relacionada à "quebra" da bolsa de valores de Nova York. De que forma é possível relacionar a situação, descrita no texto, com a crise de 29?
R:O texto trata  do desemprego em massa que foi causado pela falência de empresas

b) A partir de 1933, implantou-se nos Estados Unidos o "New Deal", que trouxe uma modificação importante na relação entre o Estado e a Sociedade. Identifique a mudança que coloca em questão um princípio básico do liberalismo clássico.
R: A intervenção do Estado na economia.

3- (UEL 2006) "A guerra européia que se iniciou no 1º de setembro de 1939 foi a guerra de Hitler. Historiadores continuarão a discutir as forças sociais, econômicas e políticas que o levaram a assumir uma série de riscos calculados que culminaram em uma guerra em grande escala".
(KITCHEN, Martin. "Um mundo em chamas". Rio de janeiro: Zahar, 1993. p. 11.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir.
I. Hitler, apesar do poder absoluto que detinha no Estado Maior Alemão, foi forçado a agir em um contexto socioeconômico, no qual era dependente do apoio ativo de seus subordinados.
II. Hitler se encontrava em pleno comando da política externa alemã, e suas ações levaram em conta as circunstâncias sociais históricas e culturais de sua época.
III. A guerra implementada por Hitler resultou de sua insanidade e de seus interesses pessoais, o que isenta, assim, a sociedade alemã de qualquer responsabilidade sobre os resultados da empreitada.
IV. As decisões de Hitler bem como a política interna e externa por ele encetada foram respaldadas pelas elites diplomáticas e militares e pelas classes hegemônicas alemãs.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
R:A guerra resultou de todo um complexo quadro de crise econômica, agravado ainda mais pela crise de 1929. Resultou também de uma certa complacência dos países europeus, que viam na expansão fascista uma maneira de conter o avanço comunista (política de apaziguamento), ao contrário do que afirma o item III
4- (UFJF 2006) Sobre o contexto de emergência do nazi-fascismo na Europa, marque a alternativa CORRETA:
a) Período marcado pela descrença na democracia, em diversas nações européias.
b) Período de declínio do Nacionalismo, principalmente nos países que foram derrotados na I Grande Guerra.
c) Período de grande prosperidade das economias nacionais, especialmente nos países que compunham a aliança vitoriosa na I Guerra Mundial.
d) Período marcado pelo chamado "fim das ideologias" e pela expansão do Liberalismo.
e) Período de paz entre as nações e tolerância racial e étnica nos países ocidentais.
R: Tal descrença vinha do fato dessas democracias não terem sido capazes de evitar a Primeira Guerra e seus efeitos devastadores.
5- (UFPE 2007) Durante todo o século XX, o mundo ocidental conviveu com muitas turbulências políticas, que ameaçaram seus ideais democráticos e a prevalência da justiça social. Entre essas crises políticas, os sistemas totalitários se destacaram, pois:
a) destruíram os governos socialistas, criando regimes militaristas que radicalizaram as práticas capitalistas e colonialistas.
b) reconstruíram os ideais monárquicos do antigo regime europeu, defendendo a centralização política e a rigidez da hierarquia social.
c) foram expressivos politicamente, nas nações onde havia forte tradição democrática e tinham um passado político nacionalista.
d) combateram as liberdades democráticas, usando da violência e do corporativismo para silenciar os adversários.
e) mostraram a fragilidade da democracia ocidental, praticamente desaparecida da vida política, na primeira metade do século XX.
R: O fascismo é por definição um regime violento e centralizador, que usa a força contra seus inimigos, controla os sindicatos e cala a oposição.

Recuperação - Período entre Guerras

                                                     PERÍODO ENTRE GUERRAS

           O entre-guerras, período compreendido entre o término da Primeira Guerra Mundial (1918) e o início da Segunda Guerra Mundial, foi marcado por crises econômicas, políticas e sociais em vários países. Quando o primeiro conflito mundial terminou, os EUA era uma nação poderosa, a mais rica do mundo. Assim, em 1918, novamente a presença americana era flagrante. Empréstimos e mais empréstimos foram contratados pelos europeus visando à reconstrução dos países destruídos. Esses fatores condicionaram aos EUA uma prosperidade sem precedentes. Um período de grande abundância gerou uma idêntica euforia social. Os empresários americanos nadavam em capitais.
              Exportava também o "modelo de homens de negócios", o Self-made-mam. Aquele empreendedor, que, saindo das camadas humildes da população, competentemente prosperou. Toda essa riqueza gerou, nos EUA, um novo ideal de vida ou um novo estilo de vida americano, o "american way of life". Estilo de vida baseado na febre de consumo de produtos industrializados. Mas essa abundância era ilusória, pelo menos para a maioria do povo norte-americano.
              Uma prosperidade vulnerável... Para alimentar o sonho americano, milhares de pessoas especulavam na bolsa de valores, as empresas supervalorizavam os seus papéis.  Na medida em que a Europa se recuperava dependia cada vez menos das importações americanas. Os capitalistas pagavam salários baixos e o número de miseráveis aumentava cada vez mais. No entanto, em 1929, conheceram uma profunda crise, com a queda da bolsa de valores de Nova York, que gerou, por sua vez, uma gravíssima crise interna, provocando alto índice de desemprego e acabando por afetar vários países.
A superprodução provocada pelo subconsumo, a queda geral dos preços e a especulação geraram uma crise sem precedentes: a queda da bolsa de valores. Em setembro de 1929, o valor das ações começou a oscilar; de repente subia, logo em seguida caía. No mês seguinte, só houve queda, e os investidores queriam livrar-se das ações vendendo-as rapidamente. No dia 24 de outubro, conhecido como a “quinta-feira negra”, houve pânico na Bolsa. Cerca de 13 milhões de ações foram negociadas a qualquer preço, em um único pregão. De uma hora para outra, milhares de investidores viram-se na miséria.
A crise desenvolveu-se numa reação em cadeia. O crash financeiro acentuou a crise industrial, desaparecendo qualquer possibilidade de recuperação. Foi necessário reduzir a produção e abaixamento de salários dos que continuavam trabalhando. Por volta de 1933, mais de 14 milhões de norte-americanos estavam desempregados.
 
A crise atingiu outros países
A crise de 1929 acabou afetando vários países do mundo. Na Europa, muitas nações dependiam do crédito norte-americano e, quando este foi suspenso, sofreram forte abalo. Houve fechamento de bancos, falências, desvalorização da moeda e desemprego. No início da década de 30, o número de pessoas desempregadas no mundo estava em torno de 40 milhões. Os países desesperados para se safarem, tomaram medidas várias. Alguns como Alemanha e Itália tiveram que adotar regimes autoritários para conseguirem implementar medidas impopulares. A confusão provocada pela crise criou, na Europa, o clima responsável pela eclosão da Segunda Guerra Mundial. O Brasil também foi afetado pela crise de 1929. O café, principal produto de exportação, tinha nos Estados Unidos o seu maior comprador. Com a crise, os norte-americanos reduziram as compras e os estoques de café aumentaram, provocando a queda do preço e transformações políticas, sociais e econômicas no Brasil.
        NEW DEAL: a reação norte-americana
Em 1932, 0 povo norte-americano elegeu Franklin Delano Roosevelt para presidente dos Estados Unidos.  Roosevelt propôs uma novidade: o abandono do velho liberalismo econômico. Para salvar o capitalismo em crise, era preciso botar o Estado intervindo fortemente na economia. Foi isso que Roosevelt fez. Seu plano econômico chamava-se New Deal (Novo Acordo ou Novo Tratamento) e acabou sendo imitado por quase todos os países do mundo. 
Em primeiro lugar, o governo tentou planejar um pouco a economia. Ou seja, em vez de deixar o mercado aquele caos absoluto, o Estado passou a vigiar de perto, disciplinar os empresários, corrigindo os investimentos arriscados, fiscalizando as loucuras especulativas nas bolsas de valores.
Outra medida fundamental foi a criação de um vasto programa de obras públicas. O governo norte-americano criou empresas estatais e também contratou empresas privadas para fazerem estradas, praças, barragens, canais de irrigação, escolas públicas, etc. Ao fazer a obra pública o governo também oportunizou emprego para milhões de trabalhadores.
O New Deal criou leis sociais que protegiam os trabalhadores e os desempregados.  No começo esse ponto foi rejeitado pelos empresários. Sem entender direito, eles chegaram ao absurdo de acusar Roosevelt de comunista. Na verdade, era um homem que via longe. Percebeu que para salvar o capitalismo da crise era necessário assegurar um mínimo de consumo por parte dos trabalhadores. O sistema não poderia continuar funcionando se os operários não pudessem colher alguns benefícios do crescimento econômico.
Outras medidas pareceram irracionais. Por exemplo, o governo comprava estoques de cereais e mandava queimar. Ou então pagava aos agricultores para que não produzissem. Que loucura! Milhões de pessoas passando fome e o governo destruindo comida! Bem, não era tão irracional assim. O New Deal apenas seguia a lógica capitalista, ou seja, era preciso acabar com a superprodução de qualquer jeito.
O New Deal deu certo? Nos primeiros anos, só um pouco. Depois a coisa foi melhorando devagarzinho. No final, a economia dos EUA só voltou a se recuperar mesmo a partir da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Se você parar para pensar, pode concluir uma coisa tenebrosa: foi a guerra que resolveu de vez o problema da crise capitalista de 29? Foi. A guerra fez os governos encomendarem quantidades gigantescas de aço, máquinas, peças, mobilizando toda a indústria. Além disso, a guerra resolveu o problema do desemprego de modo arrepiante: milhões de desempregados morreram nos campos de batalha. Que coisa, não? Será que no mundo atual ainda corremos o risco de outra guerra mundial para salvar a economia capitalista da crise?
EUROPA
Surgimento de vários movimentos nazi-fascistas em diversos países:
  • Itália (fascismo).
  • Alemanha ( nacional-socialismo - nazismo).
  • Portugal (salazarismo).
  • Espanha (franquismo).
Fatores:
  • Agravamento dos problemas sociais.
  • Crescimento das esquerdas.
  • Pendências decorrentes da Guerra.

CARACTERÍSTICAS DO NAZI-FASCISMO:
è Totalitarismo: nada deve vir acima do Estado, que tem o controle absoluto sobre tudo.
è Nacionalismo: exaltação de tudo quanto era próprio da nação.
è Militarismo:  princípio de fortalecer seus exércitos para a defesa e executar uma política imperialista.
è Corporativismo: os sindicatos deveriam desaparecer dando lugar as corporações, organismos que reuniam patrões e empregados, cuja função era administrar a economia sob o controle do Estado.
è Antiliberalismo: ausência de liberdade sindical, econômica e de imprensa.
è Propaganda controlada: o Estado controla a propaganda com a finalidade de fortalecer o sentimento de patriotismo, culto ao chefe e a disciplina.
è Culto da personalidade: exaltação ao chefe e suas realizações.
è Expansionismo: a conquista de novas terras pelos alemães era justificada pela necessidade do espaço vital para que a raça ariana pudesse se multiplicar. (Direito de aumentar território).
è Racismo: consideravam a raça ariana a única pura e, por isso, a única capaz de colaborar para o aperfeiçoamento do gênero humano.
è Unipartidarismo: só era admitida a existência de um partido político.
                                               
                                    ITÁLIA     
            A Itália lutou na Primeira Guerra ao lado da Inglaterra e da França, mas perdeu muito mais do que ganhou. Terminado o conflito, viveu uma crise violenta. Os operários, estimulados pelos comunistas, chegaram a fazer greves com ocupação e controle das fábricas (1919). O país esteve a um passo da revolução socialista.
            Nesses anos de agudas lutas de classes, surgiu o Partido Fascista liderado por Mussolini. No começo, reunia bandos de ex-soldados, neuróticos de guerra, desempregados, vagabundos e policiais. Recebiam dinheiro dos empresários para perseguir os sindicalistas e socialistas. Com o tempo, os fascistas foram constituindo um partido político com idéias e projetos próprios. Entretanto, nunca abandonaram a prática de agredir fisicamente os adversários.
            Em 1922, milhares de militantes fascistas vestidos de camisas negras executaram a Marcha sobre Roma (1922). Eles ocuparam as ruas da capital exigindo que o rei nomeasse Mussolini primeiro-ministro. Pressionado pela burguesia, que apoiava os fascistas, o monarca cedeu. Instalado no poder, Mussolini realizou eleições marcadas pela fraude. Um deputado, que denunciou a farsa eleitoral, foi assassinado. Diante da confusão, com bandos paramilitares fascistas executando inimigos políticos impunemente, Mussolini mandou fechar todos os outros partidos e prendeu seus opositores. Estava implantada a ditadura. Somente o partido fascista estava autorizado a existir na Itália.
            Perceba uma coisa importante: a ditadura fascista italiana estava implantada antes da crise de 1929.
            Naquela época a Igreja Católica era bastante hostil aos comunistas. Os bispos diziam que as desigualdades sociais tinham sido determinadas por Deus e que, portanto o socialismo seria um tipo de heresia. Alguns padres aderiram ao fascismo por acreditar que essa era a melhor maneira de enfrentar os comunistas. Habilidosamente, Mussolini fez um acordo com a Igreja, o Tratado de Latrão. A partir dele surgiu o Estado do Vaticano, onde mora o papa e que fica num bairro de Roma. Em troca, papa reconheceu o Estado italiano.

ALEMANHA: O NAZISMO


            Na Alemanha, o movimento fascista foi chamado de nazista, que é uma abreviatura de nacional-socialista. Repare numa coisa interessante: o socialismo estava tão popular, que até os nazistas utilizavam esse nome. Claro que não tinham nada de socialistas, pois abominavam a igualdade e a democracia.
            Quando terminou a Primeira Guerra, em 1918, a Alemanha passou a ter um regime democrático. Esse período de liberdade política foi chamado de República de Weimar e durou até 1933, quando os nazistas assumiram o poder. Todos os partidos políticos importantes tinham deputados no Parlamento, inclusive os comunistas e os nazistas.
Foi uma época de grandes dificuldades. Derrotada na guerra, a Alemanha teve de pagar uma imensa dívida para os ingleses e franceses. A crise de 1929 levou milhões de alemães ao desespero. O desemprego atingiu 44% dos trabalhadores. A crise levou muitas pessoas a votar nos comunistas e nos social-democratas.
            O partido nazista, chefiado por Adolf Hitler, também ganhava muitos votos. Os nazistas acusavam os comunistas, os liberais e judeus de desgraçar o país. Prometiam acabar com a “desordem” e restaurar o orgulho de ser alemão. Falavam em combater os banqueiros muito gananciosos e em proteger a classe média. Anunciavam que pertenciam à raça ariana, que consideravam superior às outras e que portanto não poderia curvar-se diante do mundo. Assim, num país faminto, humilhado pela derrota na Primeira Guerra e inseguro com a crise, os nazistas ofereciam o sonho da tranqüilidade, do orgulho patriótico e da força. E quantas pessoas inseguras não acreditam que poderão ser salvas pelo “herói da pátria” e pelo super-Estado?
            Os nazistas tinham técnicas avançadas de propaganda política. Seguindo as idéias de Goebbels, o mestre da propaganda política fascista, manipulavam informações (“uma mentira repetida mil vezes se torna uma verdade”). Exploravam o inconsciente coletivo alemão e os ressentimentos causados pela derrota na Primeira Guerra. Falavam em vingança, em “Alemanha acima de tudo”. Formavam bandos de jovens uniformizados e cheios de músculos, que ocupavam as ruas perseguindo todos os inimigos: comunistas e social-democratas, judeus, homossexuais.
            Depois da crise de 1929, os nazistas elegeram inúmeros deputados para o parlamento. Num certo momento, tornaram o seu partido mais votado. Agora, atenção para algo muito importante: os nazistas jamais conseguiram a maioria absoluta dos votos do povo alemão. Isso mesmo: mais da metade dos alemães votava contra os nazistas! Meses antes de dominar a Alemanha, Hitler foi candidato à presidência da República e perdeu as eleições para um velho político tradicional. Como se explica então que os nazistas tenham chegado ao poder?
            Em primeiro lugar, as forças antinazistas estavam divididas. Os social-democratas e os comunistas acusavam-se mutuamente de favorecer os nazistas. Os liberais não queriam se unir à unir à esquerda para combater Hitler. Só os nazistas estavam unidos e coesos. Daí sua força. Daí sua ousadia.
            Em segundo lugar, porque os nazistas tomaram o poder com um golpe de Estado, apoiado pelos megaempresários e pela cúpula das Forças Armadas. Foi em 1933. O Reichstag (Parlamento) foi incendiado pelos nazistas, que puseram a culpa nos comunistas. A partir daí, todos os partidos políticos foram fechados, com exceção do nazista. A Gestapo (polícia secreta) vigiava e aterrorizava toda a população.
            Seguindo as receitas do New Deal dos EUA, o plano de recuperação econômica do presidente Roosevelt, o Estado fascista alemão encomendou obras públicas às empresas privadas. Para recuperar o emprego e ativar a economia, estimulou a produção de armas. Conseguiu reduzir o desemprego, mas a guerra seria apenas uma questão de tempo.

Recuperação - Governos militares- Atos e ações dos presidentes

Os governos militares

  • Governo Castello Branco (abril de 1964 a julho de 1967):



  • O marechal Humberto de Alencar Castello Branco esteve à frente do primeiro governo militar e deu início à promulgação dos Atos Institucionais. Entre as medidas mais importantes, destacam-se: suspensão dos direitos políticos dos cidadãos; cassação de mandatos parlamentares; eleições indiretas para governadores; dissolução de todos os partidos políticos e criação de duas novas agremiações políticas: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reuniu os governistas, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu as oposições consentidas.

    Em fins de 1966, o Congresso Nacional foi fechado, sendo imposta uma nova Constituição, que entrou em vigor em janeiro de 1967. Na economia, o governo revogou a Lei de Remessa de Lucros e a Lei de Estabilidade no Emprego, proibiu as greves e impôs severo controle dos salários. Castelo Branco planejava a transferir o governo aos civis no final de seu mandato, mas setores radicais do Exército impuseram a candidatura do marechal Costa e Silva.

  • Governo Costa e Silva (março de 1967 a agosto de 1969):



  • O marechal Arthur da Costa e Silva enfrentou a reorganização política dos setores oposicionistas, greves e a eclosão de movimentos sociais de protesto, entre eles o movimento estudantil universitário. Também neste período os grupos e organizações políticas de esquerda organizaram guerrilhas urbanas e passaram a enfrentar a ditadura, empunhando armas, realizando sequestros e atos terroristas. O governo, então, radicalizou as medidas repressivas, com a justificativa de enfrentar os movimentos de oposição.

    A promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de 1968, representou o fechamento completo do sistema político e a implantação da ditadura. O AI-5 restringiu drasticamente a cidadania, pois dotou o governo de prerrogativas legais que permitiram a ampliação da repressão policial-militar.

    Suprimidos os direitos políticos, na área econômica o novo presidente flexibilizou a maioria das medidas impopulares adotadas por seu antecessor. Costa e Silva não conseguiu terminar seu mandato devido a problemas de saúde. Afastado da presidência, os militares das três armas formaram uma junta governativa de emergência, composta pelos três ministros militares: almirante Augusto Rademaker, da Marinha; general Lira Tavares, do Exército; e brigadeiro Sousa e Melo, da Aeronáutica.

    Ao término do governo emergencial, que durou de agosto a outubro de 1969, o general Médici foi escolhido pela Junta Militar para assumir a presidência da República.

  • Governo Médici (novembro de 1969 a março de 1974):



  • O general Emílio Garrastazu Médici dispôs de um amplo aparato de repressão policial-militar e de inúmeras leis de exceção, sendo que a mais rigorosa era o AI-5. Por esse motivo, seu mandato presidencial ficou marcado como o mais repressivo do período da ditadura. Exílios, prisões, torturas e desaparecimentos de cidadãos fizeram parte do cotidiano de violência repressiva imposta à sociedade.

    Siglas como Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e Doi-Codi (Destacamento de Operações e Informações-Centro de Operações de Defesa Interna) ficaram conhecidas pela brutal repressão policial-militar. Com a censura, todas as formas de manifestações artísticas e culturais sofreram restrições. No final do governo Médici, as organizações de luta armada foram dizimadas.

    Na área econômica, o governo colheu os frutos do chamado "milagre econômico", que representou a fase áurea de desenvolvimento do país, obtido por meio da captação de enormes recursos e de financiamentos externos. Todos esses recursos foram investidos em infra-estrutura: estradas, portos, hidrelétricas, rodovias e ferrovias expandiram-se e serviram como base de sustentação do vigoroso crescimento econômico. O PIB (Produto Interno Bruto) chegou a crescer 12% ao ano e milhões de empregos foram gerados.

    A curto e médio prazo, esse modelo de desenvolvimento beneficiou a economia, mas a longo prazo o país acumulou uma dívida externa cujo pagamento (somente dos juros) bloqueou a capacidade de investimento do Estado. A estabilidade política e econômica obtida no governo Médici permitiu que o próprio presidente escolhesse seu sucessor: o general Ernesto Geisel foi designado para ocupar a Presidência da República.

  • Governo Geisel (março de 1974 a março de 1979):



  • O governo do general Ernesto Geisel coincidiu com o fim do milagre econômico. O aumento vertiginoso dos preços do petróleo, principal fonte energética do país, a recessão da economia mundial e a escassez de investimentos estrangeiros interferiram negativamente na economia interna.

    Na área política, Geisel previu dificuldades crescentes e custos políticos altíssimos para a corporação militar e para o país, caso os militares permanecessem no poder indefinidamente. Ademais, o MDB conseguiu expressiva vitória nas eleições gerais de novembro de 1974, conquistando 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e as prefeituras da maioria das grandes cidades. Por essa razão, o presidente iniciou o processo de distensão lenta e gradual em direção à abertura e à redemocratização.

    Não obstante, militares radicais (denominados pelos historiadores como a "linha dura"), que controlavam o sistema repressivo, ofereceram resistência à política de liberalização. A ação desses militares gerou graves crises institucionais e tentativas de deposição do presidente.

    Os casos mais notórios de tentativas de desestabilizar o governo ocorreram em São Paulo, quando morreram, sob tortura, o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manoel Fiel Filho.

    O conflito interno nas Forças Armadas, decorrente de divergências com relação à condução do Estado brasileiro, esteve presente desde a tomada do poder pelos militares até o fim da ditadura.

    No entanto, Geisel conseguiu superar todas as tentativas de desestabilização do seu governo. O golpe final contra os militares radicais foi dado com a exoneração do ministro do Exército, general Sílvio Frota.

    Ao término do mandato de Geisel, a sociedade brasileira tinha sofrido muitas transformações. A repressão havia diminuído significativamente; as oposições políticas, o movimento estudantil e os movimentos sociais começaram a se reorganizar. Em 1978, o presidente revogou o AI-5 e restaurou o habeas corpus. Geisel conseguiu impor a candidatura do general João Batista Figueiredo para a sucessão presidencial.

  • Governo Figueiredo (março de 1979 a março de 1985):



  • João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general presidente, encerrando o período da ditadura militar, que durou mais de duas décadas.

    Figueiredo acelerou o processo de liberalização política e o grande marco foi a aprovação da Lei de Anistia, que permitiu o retorno ao país de milhares de exilados políticos e concedeu perdão para aqueles que cometeram crimes políticos. A anistia foi mútua, ou seja, a lei também livrou da justiça os militares envolvidos em ações repressivas que provocaram torturas, mortes e o desaparecimento de cidadãos. O pluripartidarismo foi restabelecido. A Arena muda a sua denominação e passa a ser PDS; o MDB passa a ser PMDB. Surgem outros partidos, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

    O governo também enfrentou a resistência de militares radicais, que não aceitavam o fim da ditadura. Essa resistência tomou a forma de atos terroristas. Cartas-bombas eram deixadas em bancas de jornal, editoras e entidades da sociedade civil (Igreja Católica, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, entre outras). O caso mais grave e de maior repercussão ocorreu em abril de 1981, quando uma bomba explodiu durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O governo, porém, não investigou devidamente o episódio.

    Na área econômica, a atuação do governo foi medíocre, os índices de inflação e a recessão aumentaram drasticamente.

    No último ano do governo Figueiredo surgiu o movimento das Diretas Já, que mobilizou toda a população em defesa de eleições diretas para a escolha do próximo presidente da República. O governo, porém, resistiu e conseguiu barrar a Lei Dante de Oliveira. Desse modo, o sucessor de Figueiredo foi escolhido indiretamente pelo Colégio Eleitoral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o deputado Tancredo Neves como novo presidente da República. Tancredo derrotou o deputado Paulo Maluf. Tancredo Neves, no entanto, adoeceu e morreu. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente, José Sarney.

    Resumo para Recuperação:- Resumão sobre o regime militar

    Período: de 31 de março de 1964 (Golpe Militar que derrubou João Goulart) a 15 de janeiro de 1985 (eleição de Tancredo Neves).
    Fatores que influenciaram (contexto histórico antes do Golpe):
    - Instabilidade política durante o governo de João Goulart;- Ocorrências de greves e manifestações políticas e sociais;
    - Alto custo de vida enfrentado pela população;
    - Promessa de João Goulart em fazer a Reforma de Base (mudanças radicais na agricultura, economia e educação);
    - Medo da classe média de que o socialismo fosse implantado no Brasil;
    - apoio da Igreja Católica, setores conservadores, classe média e até dos Estados Unidos aos militares brasileiros;
    Principais características do regime militar no Brasil:
    - Cassação de direitos políticos de opositores;
    - Repressão aos movimentos sociais e manifestações de oposição;
    - Censura aos meios de comunicação;- Censura aos artistas (músicos, atores, artistas plásticos);
    - Aproximação dos Estados Unidos;- Controle dos sindicatos;
    - Implantação do bipartidarismo: ARENA (governo) e MDB (oposição controlada);
    - Enfrentamento militar dos movimentos de guerrilha contrários ao regime militar;
    - Uso de métodos violentos, inclusive tortura, contra os opositores ao regime;
    - “Milagre econômico”: forte crescimento da economia (entre 1969 a 1973) com altos investimentos em infraestrutura. Aumento da dívida externa.
    Abertura Política e transição para a democracia:
    - Teve início no governo Ernesto Geisel e continuou no de Figueiredo;
    - Abertura lenda, gradual e segura, conforme prometido por Geisel;
    - Significativa vitória do MDB nas eleições parlamentares de 1974;
    - Fim do AI-5 e restauração do habeas-corpus em 1978;- Em 1979 volta o sistema pluripartidário;
    - Em 1984 ocorreu o Movimento das “Diretas Já”. Porém, a eleição ocorre de forma indireta com a eleição de Tancredo Neves.

    Presidentes do período militar no Brasil:
    CASTELO BRANCO (1964-1967)

    COSTA E SILVA (1967-1969)

    JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)

    MEDICI (1969-1974)

    GEISEL (1974-1979)

    FIGUEIREDO (1979-1985) 

    domingo, 6 de novembro de 2011

    Revolução Russa

    Revolução Russa

    Revolução Russa
    Queda da monarquia, Revolução de 1917, Bolcheviques no poder, socialismo, comunismo, Lênin,
    consolidação da revolução, formação da URSS, economia e administração
    Introdução
    No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
    Rússia Czarista
    Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com os governo do czar.
    No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.
    Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.
    A Rússia na Primeira Guerra Mundial
    Faltava alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia numa guerra mundial. Os gastos com a guerra e os prejuízos fizeram aumentar ainda mais a insatisfação popular com o czar.
    Greves,  manifestações e a queda da monarquia
    As greves de trabalhadores urbanos e rurais espalham-se pelo território russo. Ocorriam muitas vezes motins dentro do próprio exército russo. As manifestações populares pediam democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da monarquia czarista. Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder e assumiria Kerenski (menchevique) como governo provisório.
    A Revolução Russa de outubro de 1917
    Com Kerenski no poder pouca coisa havia mudado na Rússia. Os bolcheviques, liderados por Lênin, organizaram uma nova revolução que ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores.
    Lênin também retirou seu país da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918. Foi instalado o partido único: o PC (Partido Comunista).
    A formação da URSS
    Após a revolução, foi implantada a URSS ( União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Seguiu-se um período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP ( Nova Política Econômica ). A URSS tornou-se uma grande potência econômica e militar. Mais tarde rivalizaria com os Estados Unidos na chamada Guerra Fria. Porém, após a revolução a situação da população geral e dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à democracia. O Partido Comunista reprimia qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas. A falta de democracia imperava na URSS.
    Os líderes da União Soviética durante o regime socialista:
    - Vladimir Lenin (8 de novembro de 1917 a 21 de janeiro de 1924)
    - Josef Stalin (3 de abril de 1922 a 5 de março de 1953)
    - Nikita Khrushchov (7 de setembro de 1953 a 14 de outubro de 1964)
    - Leonid Brejnev (14 de outubro de 1964 a 10 de novembro de 1982)
    - Iúri Andopov (12 de novembro de 1982 a 9 de fevereiro de 1984)
    - Konstantin Chernenko (13 de fevereiro de 1984 a 10 de março de 1985)
    - Mikhail Gorbachev (11 de março de 1985 a 24 de agosto de 1991)